terça-feira, 13 de julho de 2010

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  O bombardeio foi executado entre 11 e 17 de julho, com um saldo de 503 mortos e mais de 4.500 feridos, sendo 700 considerados graves. Não se tem idéia de quantos morreram nas semanas seguintes.
  Cerca de 300 mil pessoas fugiram da cidade pelas estradas de ferro em direção ao interior do Estado; considerado um dos maiores deslocamentos humanos do século XX no Brasil.
   Após quatro dias sob de intenso fogo de artilharia, intercalado por bombardeios aéreos, a faminta população dos bairros operários saqueou o Mercado Central. Veja depoimento histórico http://www.saopaulominhacidade.com.br/list.asp?ID=267 de Dona Eudóxia navarro Guerreiro. 
  O governo federal estacionou as tropas no fundo da Zona Leste e mandou seus tirombassos em direção ao que chamamos de centro da cidade, mas, por uma "lamentável falha na pontaria", as bombas caíam na Mooca, no Brás, na cabeça das famílias pobres. Até cinema cheio serviu como alvo. 
  O Presidente deu ordens explícitas para que ataque fosse implacável e, por quatro dias, BOMBARDEOU o inimigo "errado". O ataque cirúrgico atingiu o grosso da população pobre, colocando em desespero os trabalhadores dos bairros operários. 
  Capricharam tanto na mira que não feriram nenhum semelhante. Nenhum traque caiu nos telhados das elites paulistas. Muitos estavam no interior do Estado, como até hoje.
Vale uma mariola: QUAL O NOME DA CIDADE? QUEM ERA O PRESIDENTE QUE ORDENOU O BOMBARDEIO?










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