
Em pé: Valdir Peres, Gilberto Sorriso, Paranhos, Nelsinho Batista, Arlindo e Chicão;
Agachados: Terto, Muricy, Serginho, Pedro Rocha e Zé Carlos Serrão.
Campeão Paulista 1975.
A final contra a Lusa marcou minha primeira vez em um estádio de futebol.
O Morumbi lotado me deixou paralisado.
- O garoto "sem parada" ficou sentadinho ao lado do pai durante uns 40 minutos. Só mexia o pescoço, olhava tudo, não ouvia nada, não falava nada. A emoção foi tão grande que todas as sensações ficaram fundidas na memória e retornam com clareza quando sensibilizadas.
Naquele dia meu mundo ganhou cores. Como TV lá em casa ainda era Preto e Branco, o gramado imenso e verdinho me deixou atônito, maravilhado e hipnotizado com toda a luz que vinha do campo. Era uma tarde friorenta, havia chovido e a luz do dia deixava tudo muito brilhante. As badeiras, o uniforme dos jogadores. A Lusa com a camisa vermelha, calções brancos e meias brancas. O São paulo todo de branco. Não havia patrocínio nas camisas.
Pedro Rocha era o maestro do time. Elegante, o uruguaio jogava de cabeça erguida, com a bola colada no seu pé esquerdo. Para quem não viu tinha um estilo semelhante a Zinedine Zidane; Muricy era o garoto impetuoso, ousado, cabeludo, era rápido, tabelava bem e gostava de cair pelas laterais da área; Chicão era o xerife, o capanga à frente da zaga.
Já com os holofotes acesos, Valdir Peres pegou três pênaltis e fomos para casa de Variat vermelha, ouvindo o "Show de Rádio" do Sangirard, buzinando muito, com os vidros abertos e a bandeira tricolor desfraldada pelas ruas paulistanas.
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