quarta-feira, 2 de outubro de 2013
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
Influências
Clique e ouça: http://www.youtube.com/watch?v=ztZrLxd-IKQ
Encontrei-a em um bar de Pinheiros.
Tomamos algumas cervejas até meia-noite e, não sei como, fomos parar na casa dela. Uma daquelas antigas casas , encrustradas nos até hoje arborizados morros do Pacaembú.
Para minha surpresa seus pais estavam na sala e nada comentaram quando ela me apresentou e disse que iríamos para o quarto ouvir um som!!!! Tínhamos 19, 20 anos...
Foi nosso primeiro encontro e a primeira vez que ouvi Marco Antônio Araújo.
Não lembro de seu rosto, mas não esqueço seu encanto.
Não tenho seu cheiro, mas ainda te ouço.
quarta-feira, 15 de junho de 2011
Não, eu te amo!
Saberás que não te amo e que te amo
posto que de dois modos é a vida,
a palavra é uma asa do silêncio,
o fogo tem uma metade de frio.
Eu te amo para começar a amar-te,
para recomeçar o infinito
e para não deixar de amar-te nunca:
por isso não te amo ainda.
Te amo e não te amo como se tivesse
em minhas mãos as chaves da fortuna
e um incerto destino desafortunado.
Meu amor tem duas vidas para amar-te.
Por isso te amo quando não te amo
e por isso te amo quando te amo.
Pablo Neruda, Poema XLIV de Cem Sonetos de Amor
terça-feira, 19 de abril de 2011
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
Para nunca mais se perder
Arthur Moreira Lima - piano, Joel Nascimento - bandolim, Zé da Velha - trombone, Paulo Moura - clarinete, Zé Menezes - violão tenor, Raphael Rabello - violão 7 cordas, João Pedro Borges - violão 6 cordas, Heraldo Dumont - violão 6 cordas, Luciana Rabello - cavaco, Jorginho - pandeiro
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Por não estarem distraídos
Havia a levíssima embriaguez de andarem juntos, a alegria como quando se sente a garganta um pouco seca e se vê que por admiração se estava de boca entreaberta: eles respiravam de antemão o ar que estava à frente, e ter esta sede era a própria água deles.
Andavam por ruas e ruas falando e rindo, falavam e riam para dar matéria peso à levíssima embriaguez que era a alegria da sede deles.
Por causa de carros e pessoas, às vezes eles se tocavam, e ao toque - a sede é a graça, mas as águas são uma beleza de escuras - e ao toque brilhava o brilho da água deles, a boca ficando um pouco mais seca de admiração. Como eles admiravam estarem juntos!
Até que tudo se transformou em não.
Tudo se transformou em não quando eles quiseram essa mesma alegria deles.
Então a grande dança dos erros. O cerimonial das palavras desacertadas.
Ele procurava e não via, ela não via que ele não vira, ela que, estava ali, no entanto. No entanto ele que estava ali. Tudo errou, e havia a grande poeira das ruas, e quanto mais erravam, mais com aspereza queriam, sem um sorriso.
Tudo só porque tinham prestado atenção, só porque não estavam bastante distraídos. Só porque, de súbito exigentes e duros, quiseram ter o que já tinham.
Tudo porque quiseram dar um nome; porque quiseram ser, eles que eram.
Foram então aprender que, não se estando distraído, o telefone não toca, e é preciso sair de casa para que a carta chegue, e quando o telefone finalmente toca, o deserto da espera já cortou os fios.
Tudo, tudo por não estarem mais distraídos.
Clarisse Lispector
Andavam por ruas e ruas falando e rindo, falavam e riam para dar matéria peso à levíssima embriaguez que era a alegria da sede deles.
Por causa de carros e pessoas, às vezes eles se tocavam, e ao toque - a sede é a graça, mas as águas são uma beleza de escuras - e ao toque brilhava o brilho da água deles, a boca ficando um pouco mais seca de admiração. Como eles admiravam estarem juntos!
Até que tudo se transformou em não.
Tudo se transformou em não quando eles quiseram essa mesma alegria deles.
Então a grande dança dos erros. O cerimonial das palavras desacertadas.
Ele procurava e não via, ela não via que ele não vira, ela que, estava ali, no entanto. No entanto ele que estava ali. Tudo errou, e havia a grande poeira das ruas, e quanto mais erravam, mais com aspereza queriam, sem um sorriso.
Tudo só porque tinham prestado atenção, só porque não estavam bastante distraídos. Só porque, de súbito exigentes e duros, quiseram ter o que já tinham.
Tudo porque quiseram dar um nome; porque quiseram ser, eles que eram.
Foram então aprender que, não se estando distraído, o telefone não toca, e é preciso sair de casa para que a carta chegue, e quando o telefone finalmente toca, o deserto da espera já cortou os fios.
Tudo, tudo por não estarem mais distraídos.
Clarisse Lispector
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
O voto do Blog
Presidenta: DILMA
Senadora 1: MARTA
Senado 2: NULO
Dep. Fed.: ERUNDINA
Governador: MERCADANTE
Dep. Est.: LEGENDA 50 - PSOL
Senadora 1: MARTA
Senado 2: NULO
Dep. Fed.: ERUNDINA
Governador: MERCADANTE
Dep. Est.: LEGENDA 50 - PSOL
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
Diga com quem andas...
Com a candidatura ao Governo do Estado, Celso Russomano está montando sua base política para disputar, com boas chances de sucesso, a Prefeitura de São Paulo; cargo que representa o maior número de pessoas do Hemisfério Sul e o coloca à frente da segunda ou terceira cidade mais populosa do planeta.
O "cara", que ficou conhecido pela população após fazer uma reportagem sobre a morte da esposa durante uma intervenção cirúrgica no Hospital São Camilo, vai ocupar a "vaga" de Jânio, Maluf, Pitta, Carvalho Pinto e outros salafrários, ícones de adoração da classe média paulistana, que está ávida, carente e órfã de um representante do "rouba mas faz", "'estrupa' mas não mata", "bandido bom é bandido morto", "vou botar a Rota na rua"...
O pior é que o Celso Russomano têm grandes chances de ser o sucessor do Kassab, já que não existe nenhum quadro com destaque na política paulistana para as eleições de 2012.
O cara é "bom de TV" e ruim de companhia...
O "cara", que ficou conhecido pela população após fazer uma reportagem sobre a morte da esposa durante uma intervenção cirúrgica no Hospital São Camilo, vai ocupar a "vaga" de Jânio, Maluf, Pitta, Carvalho Pinto e outros salafrários, ícones de adoração da classe média paulistana, que está ávida, carente e órfã de um representante do "rouba mas faz", "'estrupa' mas não mata", "bandido bom é bandido morto", "vou botar a Rota na rua"...
O pior é que o Celso Russomano têm grandes chances de ser o sucessor do Kassab, já que não existe nenhum quadro com destaque na política paulistana para as eleições de 2012.
O cara é "bom de TV" e ruim de companhia...
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